Dinheiro, ciência, censura e a verdade!
- Bao & Salerno
- 22 de ago. de 2019
- 3 min de leitura

Já fazem cerca de 10 anos que uso a abordagem evolutiva e as evidências científicas para determinar como deve ser meu estilo de vida no que diz respeito ao exercício, alimentação, sono e outros comportamentos.
Isso me levou a adotar posições que na grande maioria das vezes contradizem o conhecimento vigente estabelecido, como não ter medo de comer gordura natural dos alimentos, não me preocupar com meu colesterol, dizer é possível correr descalço sem ter lesões, fazer jejum, fazer exercício em jejum, não comer pão e cereais, entre outras.
Diversas fezes fui criticado e a também acusado de colocar a minha saúde e daqueles que oriento em risco. Com o tempo, as evidências começaram a mostrar que muitos dos pontos que defendo são verdadeiros.
Mas esses pontos seguidamente são combatidos por aqueles que têm interesse em que o paradigma vigente seja mantido, mesmo que cientificamente não seja verdadeiro.
Para que vocês tenham uma ideia de como o combate as pessoas que possuem conceitos como os meus é forte, apresento a tradução de um texto escrito pela Dra. Maryanne Demasi, para saber quem ela é clique aqui.

Esse texto mostra como os interesses econômicos podem ser realmente fortes e possuem poder suficiente para ofuscar a verdadeira ciência, se assim deixarmos.
Se quiser ler o original clique aqui.
Boa leitura,
Carlinhos
CIÊNCIA E CENSURA – MINHA HISTÓRIA
A ciência está enfrentando uma crise. Agora, mais do que nunca, ataques violentos estão sendo feitos contra pessoas que debatem pontos de vista científicos opostos ao paradigma dominante vigente.
Fazer perguntas que desafiem isso pode ser inquietante, mas silenciar o debate e proclamar que a “ciência está resolvida” não é a solução.
O médico belga Jan Vandenbroucke escreveu certa vez: “Sem a possibilidade de um debate aberto, a ciência simplesmente deixa de existir”. Como jornalista de ciências investigativas, tive experiência direta com esse tipo de censura.
Por 11 anos, trabalhei para a Australian Broadcasting Corporation (ABC), uma rede de TV pública cujo objetivo era manter a independência editorial, o alicerce do jornalismo. Meu papel como jornalista e produtora de TV era investigar questões científicas e, se necessário, as contrapor.
Meus programas foram construídos com base em pesquisas exaustivas, entrevistas investigativas e citações de evidências científicas. Eles não eram reproduções das recomendações oficias ou comunicados de imprensa. Eles eram avaliações profundas das evidências.
Em 2013, produzi uma série em duas partes chamada “Heart of the Matter”, que citava as evidências que contradizem o papel do colesterol nas doenças cardíacas e a prescrição excessiva de estatinas.
A série foi muito elogiada pelo público. Fomos aplaudidos pelos diferentes níveis administrativos da ABC com frases como:
“Programas soberbamente apresentados, provocativos e inteligentes”;
“Desempenho esmagador”;
“Um voto público de confiança no jornalismo”.
Mas os elogios não duraram muito. Os fabricantes de medicamentos e outros com interessados reuniram suas forças e entraram em guerra. Eles conduziram ataques na mídia. Fomos histericamente acusados de matar pessoas com frase como: "as pessoas vão morrer" e "ABC tem sangue nas mãos", disseram eles.
A resposta da mídia foi rápida e desproporcional. Os especialistas não questionaram os méritos científicos de nossos programas; em vez disso, escolheram nos criticar.
A ABC lançou uma investigação interna. Após 6 meses, o painel concluiu que ambos os programas eram factualmente precisos, mas que uma seção “favoreceu indevidamente um lado” do debate, o lado que advertiu contra a prescrição em massa de estatinas”.
Então, sem aviso ou remorso, o ABC retirou os programas do site. Uma página totalmente dedicada a longas entrevistas, artigos científicos e todas as evidências para apoiar nossa tese foi censurada e substituída por um pedido de desculpas.
Os executivos da ABC foram rápidos em negar os programas. Pior, eles se voltaram contra nós. Fomos instruídos a manter a cabeça baixa e resistir à tempestade da mídia. Fomos orientados a não fazer nenhum comentário público e nos foi dito que a desobediência seria considerada “uma violação nas condições de trabalho”. Escolhemos obedecer às exigências deles por silêncio, pensando que era a melhor maneira de demonstrar nossa lealdade.
Após reflexão, descobrimos que isso foi um erro. Fomos publicamente injustiçados e não conseguimos fazer contestação necessária.
Essas notícias atraíram críticas internacionais. Médicos ficaram indignados com a elas, pedindo que os programas fossem restabelecidos. Vários livros foram publicados, referenciando a controvérsia.
Eu me tornei objeto de ataques por pessoas com interesses escusos. Documentos secretos revelaram que gigantes da indústria alimentícia iniciaram uma “defesa ativa” contra mim (e outros) por desafiarem suas mensagens de marketing.
Foram feitos ataques nas redes sociais, na propaganda patrocinada pela indústria, “especialistas” foram pagos para minar minha credibilidade, surgiram os pedidos para minha demissão e declarações vexatórias sobre minha integridade científica.
Eventualmente, toda a nossa equipe foi dispensada da ABC. Os executivos da TV que prometeram nos apoiar, as mesmas pessoas que aprovaram e aplaudiram nossos programas, nos conduziram para fora.
Sinto-me consolada pelo conhecimento de que, como cientistas, jornalistas e pesquisadores, fizemos nosso trabalho: fizemos as perguntas certas com fatos e rigor. Isso é o que nos sustenta.
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